Nove pessoas são presas suspeitas de envolvimento com milícia, tráfico de drogas e outros crimes

O número de presos durante a operação “Cidade das Trevas” subiu para nove pessoas, segundo a atualização feita pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), nesta terça-feira (14). Um chefe do grupo e suspeito de comandar invasões de terra em Manaus está entre os presos.

Segundo a polícia, o grupo criminoso é suspeito de praticar crimes como tráfico de drogas, venda ilegal de terrenos e milícia nas invasões Cidade das Luzes, na Zona Oeste de Manaus e Buritizal, na Zona Norte da cidade.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, o grupo vendia lotes para pessoas morarem nas invasões. Quando os moradores não pagavam uma mensalidade e valores de serviços como água, luz e internet, eles os ameaçavam de morte e ainda os obrigavam a vender drogas.

Operação Cidade das Trevas, na Zona Norte de Manaus — Foto: Eliana Nascimento/G1 Amazonas

Operação Cidade das Trevas, na Zona Norte de Manaus — Foto: Eliana Nascimento/G1 Amazonas

“As denúcias começaram em janeiro e demos início às investigações. O objetivo era desmantelar um grupo de milícias que atuam na periferia de Manaus. Nove milicianos foram presos, que cometiam o crime”, disse o secretário.

Ainda conforme Bonates, havia barricadas para impedir o acesso nas entradas das invasões. Os policiais tiveram que derrubá-las com tratores, para entrar nos locais e cumprir os mandados de prisão.

Ao total, sete carros, 30 celulares, R$16,1 mil foram apreendidos durante a operação. Diversos documentos usados pelos suspeitos para a venda indevida dos terrenos também foram apreendidos.

Carros, celulares, R$16,1 mil e diversos documentos usados pelos suspeitos foram apreendidos. — Foto: Patrick Marques/G1 AM

Carros, celulares, R$16,1 mil e diversos documentos usados pelos suspeitos foram apreendidos. — Foto: Patrick Marques/G1 AM

Bonates informou ainda que os moradores das invasões que foram vítimas do grupo devem participar de um cadastro social para receberem moradia.

O secretário informou ainda que a polícia procura um possível cemitério clandestino na região do Tarumã, que pode ser utilizado pela milícia. Até o momento, a informação ainda é averiguada pela polícia.

Com Informações do G1 Amazonas 

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