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ADVOGADO QUE DEFENDE JOÃO BRANCO É O MESMO QUE DEFENDEU FERNANDINHO BEIRA-MAR

Há um mês do julgamento do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, 41, e de outros quatro acusados do assassinato do delegado Oscar Cardoso, que ocorreu em março de 2014, consta nos autos do processo que o advogado de defesa de “João Branco” será José Maurício Neville de Castro Júnior, que é do Rio de Janeiro e que também é advogado de defesa do narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira-Mar” e de Elias Pereira da Silva, o “Elias Maluco” líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

‘José Neville, advogado de membros do Comando Vermelho atuará para ‘João Branco’ – Divulgação

 

O EM TEMPO tentou entrar em contato com José Maurício, mas não obteve sucesso. O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, afirmou que já existe um esquema de segurança montado para escoltar João Branco e os comparsas durante os dias de júri. Segundo Sérgio Fontes, o esquema já existe desde novembro do ano passado, quando se esperava que o narcotraficante viesse a Manaus para o julgamento. Quantos aos detalhes da escolta, o secretário afirmou que o local onde ele passará a noite não será revelado, assim como a operação.

“Vamos tomar medidas diferenciadas, pois ele é um preso diferenciado. Estamos preparados, mas maiores informações eu não posso fornecer”, explicou.

Em relação caso “Oscar Cardoso”, o promotor do Ministério Público do Estado (MP-AM), Ednaldo Aquino Medeiros, responsável pela acusação dos réus, afirmou que dentre as quase duas mil páginas do processo sobre o caso, não há provas que a equipe do delegado estuprou a esposa de “João Branco”, fato esse que motivou o assassinato.

Fernandinho Beira Mar está preso em um presídio de segurança máxima – Divulgação

“Essa informação do estupro foi um gatilho para a ação criminosa dele, porque essa relação entre autoridade policial e grupo de criminosos é muito tênue. O delegado morreu por uma suposição, porque os elementos que se tem que houve uma participação do delegado no sequestro da mulher dele (João Branco) é zero. Inclusive, foi um outro grupo de policial que participou desse sequestro. Ele (João Branco) é que entendeu que o delegado teria participado desse sequestro e estupro da mulher dele, isso o motivou, uma motivação torpe em cima de uma suposição ”, afirmou.

Ednaldo espera que nenhum dos réus sejam absolvidos, uma vez que existem provas testemunhais e periciais que incriminam os acusados. De todos os réus, somente “João Branco” não depôs sobre o assassinato e se espera que ele fale pela primeira vez em júri. “É um momento em que ele deve se manifestar, mas há possibilidade de isso não acontecer. Mesmo que isso não aconteça, o MP tem são provas contundentes da participação dele e elementos suficientes para sustentar a condenação”, informou.

Ana Sena

EM TEMPO

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